Após se reapresentar no CT da Barra Funda acompanhado de seus representantes
Arboleda está de volta ao São Paulo.
NR FOTOS O AVANTE MEU TRICOLOR revelou nesta terça-feira (5) que um
dos motivos para o São Paulo ter desistido de rescindir o contrato com Arboleda
partia, principalmente, pela suspeita de que o zagueiro de 34 anos já estava
acertado verbalmente com outra equipe.
Pois bem, era verdade.
À reportagem, fontes da cúpula são-paulina revelaram que
Arboleda e seu estafe queriam se livrar do vínculo com o clube do Morumbi
porque estavam conversando com o Athletico-PR.
Segundo consta pelos dirigentes tricolores, os paranaenses
estavam quase acertando bases salariais para ter o zagueiro como reforço assim
que ele conseguisse a liberação no São Paulo.
Agora, conforme o planejado, os dirigentes são-paulinos
aguardam o contato do Athletico para liberarem Arboleda na abertura da nova janela
de transferência, em julho.
Por enquanto, a informação pelos lados do Morumbi é que o
clube de Curitiba (PR) monitora a situação. Circula que o clube paranaense vê
possibilidade de investir e colocar dinheiro na negociação, mas aguardará o
comportamento do equatoriano nos próximos dias.
O CASO
Arboleda está de volta ao São Paulo. Após quase um mês de
ausência, o zagueiro de 34 anos se reapresentou na tarde desta segunda-feira
(4) no CT da Barra Funda e, conforme já revelou o AVANTE MEU TRICOLOR, ficou
decidido que ele será multado e permanecerá treinando em separado até a próxima
janela de transferência, quando deverá ser negociado.
À reportagem, fontes da cúpula são-paulina apontaram alguns
dos motivos pelo qual se desistiu do plano de rescindir o contrato do
equatoriano, que vai até o final de 2027.
“Estamos priorizando a proteção financeira e o controle
disciplinar sobre a ruptura imediata”, disse uma das pessoas consultadas.
Após se reapresentar no CT da Barra Funda acompanhado de
seus representantes, o equatoriano foi formalmente repreendido pela cúpula de
futebol, composta por Rui Costa e Rafinha, que deixaram clara a insatisfação com
sua ausência injustificada.
Como punição administrativa, o atleta sofreu um corte severo
em seus vencimentos, correspondente a um mês de salário, além de permanecer
sujeito a novas multas conforme o regulamento interno.
Mas a recusa em rescindir o contrato fundamenta-se em uma
análise técnica de riscos. Juridicamente, a justa causa foi enfraquecida pelo
retorno do jogador antes do prazo de 30 dias que caracteriza o abandono de
emprego, o que poderia arrastar o clube para uma disputa judicial incerta e
onerosa.
Sem completar os 30 dias corridos de sumiço, Arboleda tem
argumentação, principalmente na Fifa, para não só obter um ganho jurídico sobre
o São Paulo, mas como também abocanhar uma indenização. “As pessoas olham
apenas para as leis trabalhistas brasileiras, mas se esquecem que é um caso
internacional”, disse uma fonte do clube consultada.
Por outro lado, uma rescisão amigável foi descartada por ser
considerada um contrassenso estratégico: além de não gerar compensação
financeira, permitiria que o defensor reforçasse rivais diretos sem custos,
transformando um ato de indisciplina em um benefício direto ao infrator.
“Ele nunca escondeu que o objetivo era deixar o São Paulo.
Evidentemente não há clima para sua permanência. Mas autorizar sua saída como
se nada tivesse acontecido, além de atender o seu desejo, criaria uma
prerrogativa perigosa para outros atletas que desejam fazer o mesmo. Existe um
ano de contrato ainda. E o São Paulo não pode se dar a esse luxo”, apontou.
O AMT já revelara anteriormente que o clube do Morumbi
estava bem ciente que havia interessados em Arboleda aguardando apenas a
rescisão contratual para poder assinar com ele.
Diante desse cenário, o São Paulo adotou um isolamento
produtivo para o atleta. Arboleda passará por uma bateria completa de exames
clínicos e testes de performance para avaliar o impacto do período de
inatividade, seguindo para um cronograma de recondicionamento físico
individualizado.
Antes de mais nada, trata-se de uma prerrogativa para
mostrar aos interessados no zagueiro que ele está em plenas condições de
transferência. “Trata-se de uma etapa de recuperação física e disciplinar, cujo
objetivo final é manter o jogador em condições de mercado para que possa ser
negociado ou envolvido em trocas assim que a próxima janela de transferências
for aberta”, resumiu uma fonte consultada pelo AMT.




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