Após se reapresentar no CT da Barra Funda acompanhado de seus representantes

Arboleda está de volta ao São Paulo.

Rafael Emiliano
Após se reapresentar no CT da Barra Funda acompanhado de seus representantes NR FOTOS

O AVANTE MEU TRICOLOR revelou nesta terça-feira (5) que um
dos motivos para o São Paulo ter desistido de rescindir o contrato com Arboleda
partia, principalmente, pela suspeita de que o zagueiro de 34 anos já estava
acertado verbalmente com outra equipe.

Pois bem, era verdade.

À reportagem, fontes da cúpula são-paulina revelaram que
Arboleda e seu estafe queriam se livrar do vínculo com o clube do Morumbi
porque estavam conversando com o Athletico-PR.

Segundo consta pelos dirigentes tricolores, os paranaenses
estavam quase acertando bases salariais para ter o zagueiro como reforço assim
que ele conseguisse a liberação no São Paulo.

Agora, conforme o planejado, os dirigentes são-paulinos
aguardam o contato do Athletico para liberarem Arboleda na abertura da nova janela
de transferência, em julho.

Por enquanto, a informação pelos lados do Morumbi é que o
clube de Curitiba (PR) monitora a situação. Circula que o clube paranaense vê
possibilidade de investir e colocar dinheiro na negociação, mas aguardará o
comportamento do equatoriano nos próximos dias.

O CASO

Arboleda está de volta ao São Paulo. Após quase um mês de
ausência, o zagueiro de 34 anos se reapresentou na tarde desta segunda-feira
(4) no CT da Barra Funda e, conforme já revelou o AVANTE MEU TRICOLOR, ficou
decidido que ele será multado e permanecerá treinando em separado até a próxima
janela de transferência, quando deverá ser negociado.

À reportagem, fontes da cúpula são-paulina apontaram alguns
dos motivos pelo qual se desistiu do plano de rescindir o contrato do
equatoriano, que vai até o final de 2027.

“Estamos priorizando a proteção financeira e o controle
disciplinar sobre a ruptura imediata”, disse uma das pessoas consultadas.

Após se reapresentar no CT da Barra Funda acompanhado de
seus representantes, o equatoriano foi formalmente repreendido pela cúpula de
futebol, composta por Rui Costa e Rafinha, que deixaram clara a insatisfação com
sua ausência injustificada.

Como punição administrativa, o atleta sofreu um corte severo
em seus vencimentos, correspondente a um mês de salário, além de permanecer
sujeito a novas multas conforme o regulamento interno.

Mas a recusa em rescindir o contrato fundamenta-se em uma
análise técnica de riscos. Juridicamente, a justa causa foi enfraquecida pelo
retorno do jogador antes do prazo de 30 dias que caracteriza o abandono de
emprego, o que poderia arrastar o clube para uma disputa judicial incerta e
onerosa.

Sem completar os 30 dias corridos de sumiço, Arboleda tem
argumentação, principalmente na Fifa, para não só obter um ganho jurídico sobre
o São Paulo, mas como também abocanhar uma indenização. “As pessoas olham
apenas para as leis trabalhistas brasileiras, mas se esquecem que é um caso
internacional”, disse uma fonte do clube consultada.

Por outro lado, uma rescisão amigável foi descartada por ser
considerada um contrassenso estratégico: além de não gerar compensação
financeira, permitiria que o defensor reforçasse rivais diretos sem custos,
transformando um ato de indisciplina em um benefício direto ao infrator.

“Ele nunca escondeu que o objetivo era deixar o São Paulo.
Evidentemente não há clima para sua permanência. Mas autorizar sua saída como
se nada tivesse acontecido, além de atender o seu desejo, criaria uma
prerrogativa perigosa para outros atletas que desejam fazer o mesmo. Existe um
ano de contrato ainda. E o São Paulo não pode se dar a esse luxo”, apontou.

O AMT já revelara anteriormente que o clube do Morumbi
estava bem ciente que havia interessados em Arboleda aguardando apenas a
rescisão contratual para poder assinar com ele.

Diante desse cenário, o São Paulo adotou um isolamento
produtivo para o atleta. Arboleda passará por uma bateria completa de exames
clínicos e testes de performance para avaliar o impacto do período de
inatividade, seguindo para um cronograma de recondicionamento físico
individualizado.

Antes de mais nada, trata-se de uma prerrogativa para
mostrar aos interessados no zagueiro que ele está em plenas condições de
transferência. “Trata-se de uma etapa de recuperação física e disciplinar, cujo
objetivo final é manter o jogador em condições de mercado para que possa ser
negociado ou envolvido em trocas assim que a próxima janela de transferências
for aberta”, resumiu uma fonte consultada pelo AMT. 




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